o diabo ganiu de fúria quando me viu,
baixou a cabeça cem metros e encarou-me
pequeno e insignificante. por momentos,
não fez nada. reparei nos mutilados que me
traziam instrumentos de corte quando alguém me
ateou o fogo. depois, ele disse,
podes começar por oferecer os pulmões à
fome dos outros. no inferno
não se respira
e eu usei a afaga
para furar a pele e abrir caminho entre as
costelas. com a própria mão retirei
os pulmões e estendi-os no chão, pequenos,
fatiados
valter hugo mãe